Numa
sociedade onde somos, constantemente, invadidos pela informação, os sistemas educacionais do século XXI devem
garantir a construção do conhecimento. Na escola, o professor já não é o único transmissor
do saber, mas deverá optar por uma postura de mediador da aprendizagem. Também
é, sobejamente, referenciado que as aprendizagens não ocorrem só nas salas de aula,
na escola, estas “vencem” os seus espaços físicos, extravasam para outros contextos informais por meio de conexões na
rede global.
Concordo,
plenamente, com Lencastre (2009, p. 1) quando afirma que “estamos na era em que
os docentes se devem colocar como mestres e aprendizes, na expectativa de que,
por meio da interação estabelecida na «comunicação didática» com os estudantes,
a aprendizagem aconteça para ambos”.
Nesta
perspetiva, penso que a escola e os intervenientes educativos têm de mudar as suas
metodologias e conceber pedagogias diferenciadas, pensar em formas concretas para
preparar os estudantes para a sociedade do conhecimento. Sim, penso que o nosso
sistema educativo terá de metamorfosear-se, mas para que tal aconteça terá de haver motivação, por parte dos professores
e, sobretudo, vontade política. Por sua vez, o currículo terá de ser um
documento aberto, deve atender ao contexto, à diversidade das escolas e dos
alunos.
Refiro ainda os exames e os planos de
estudo estandardizados. Ora, um sistema educativo que compara todos os estudantes
a um padrão ideal não serve os interesses dos professores e dos alunos, nem
está adaptado a esta nova era que dispõe de múltiplas possibilidades de
aprender, em que o espaço físico da escola, neste novo paradigma, deixa de ser
o local exclusivo para a construção do conhecimento.
Para
Fernandes e Araújo, (online), “a utilização das TIC garante a difusão de novas
estratégias de veiculação da informação, bem como novos modelos de comunicação,
abrindo um leque de possibilidades de mudanças comportamentais e atitudinais do
ser humano em relação aos processos educacionais”.
Mas
como poderão os atores educativos contribuir para a instituição da sociedade da
aprendizagem? “Ensinar
numa sociedade em rede e procurar criar uma cultura aprendente não é tarefa fácil,
mas são os professores que terão a grande responsabilidade “de serem os
catalisadores da sociedade do conhecimento” (Hargreaves, 2003, p. 45). Assim, cabe aos educadores, professores
fomentar e estimular a integração curricular das TIC, desenvolver estratégias
pedagógicas inovadoras e significativas, o que implica, por sua vez, apostar na
formação pedagógica e tecnológica dos docentes.
Acrescento ainda que as tecnologias digitais propiciam a construção do
conhecimento, através de processos informais, através da conetividade e das
interações entre as sociedades de aprendizagem. 


