sábado, 18 de novembro de 2017

AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NOS SISTEMAS EDUCATIVOS





Numa sociedade onde somos, constantemente, invadidos pela informação, os sistemas educacionais do século XXI devem garantir a construção do conhecimento. Na escola, o professor já não é o único transmissor do saber, mas deverá optar por uma postura de mediador da aprendizagem. Também é, sobejamente, referenciado que as aprendizagens não ocorrem só nas salas de aula, na escola, estas “vencem” os seus espaços físicos, extravasam para outros contextos informais por meio de conexões na rede global.
Concordo, plenamente, com Lencastre (2009, p. 1) quando afirma que “estamos na era em que os docentes se devem colocar como mestres e aprendizes, na expectativa de que, por meio da interação estabelecida na «comunicação didática» com os estudantes, a aprendizagem aconteça para ambos”.
Nesta perspetiva, penso que a escola e os intervenientes educativos têm de mudar as suas metodologias e conceber pedagogias diferenciadas, pensar em formas concretas para preparar os estudantes para a sociedade do conhecimento. Sim, penso que o nosso sistema educativo terá de metamorfosear-se, mas para que tal aconteça terá de haver motivação, por parte dos professores e, sobretudo, vontade política. Por sua vez, o currículo terá de ser um documento aberto, deve atender ao contexto, à diversidade das escolas e dos alunos.
Refiro ainda os exames e os planos de estudo estandardizados. Ora, um sistema educativo que compara todos os estudantes a um padrão ideal não serve os interesses dos professores e dos alunos, nem está adaptado a esta nova era que dispõe de múltiplas possibilidades de aprender, em que o espaço físico da escola, neste novo paradigma, deixa de ser o local exclusivo para a construção do conhecimento. 
Para Fernandes e Araújo, (online), “a utilização das TIC garante a difusão de novas estratégias de veiculação da informação, bem como novos modelos de comunicação, abrindo um leque de possibilidades de mudanças comportamentais e atitudinais do ser humano em relação aos processos educacionais”.

Mas como poderão os atores educativos contribuir para a instituição da sociedade da aprendizagem? “Ensinar numa sociedade em rede e procurar criar uma cultura aprendente não é tarefa fácil, mas são os professores que terão a grande responsabilidade “de serem os catalisadores da sociedade do conhecimento” (Hargreaves, 2003, p. 45).  Assim, cabe aos educadores, professores fomentar e estimular a integração curricular das TIC, desenvolver estratégias pedagógicas inovadoras e significativas, o que implica, por sua vez, apostar na formação pedagógica e tecnológica dos docentes.  Acrescento ainda que as tecnologias digitais propiciam a construção do conhecimento, através de processos informais, através da conetividade e das interações entre as sociedades de aprendizagem. 










domingo, 12 de novembro de 2017

APRENDIZAGEM EM CONTINUUM


Educar na era digital. Competências para o século XXI!



Este primeiro tema interessou-me pela pertinência dos conteúdos e pelo seu impacto no meu percurso profissional. Com efeito, o desenvolvimento dos conteúdos proporcionou momentos de partilha, aquando da participação no fórum e contribuiu para um entendimento mais esclarecido, no tocante às competências para o século XXI.

Relativamente à era digital afigura-se interessante, mas, em meu entender, levanta questões pedagógicas e didáticas, sendo, por isso, necessário encontrar estratégias de desenvolvimento profissional que permitam experimentá-los e enquadrá-los ao serviço de uma aprendizagem significativa e de qualidade.

De facto, as ferramentas digitais constituem os ingredientes necessários para motivar, transmitir conhecimentos, ensinar, aprender em colaboração. A sua utilização constitui uma ferramenta, potencialmente, motivadora para os alunos, capaz de despoletar naqueles o desejo de aprender e alterando, claramente, as dinâmicas da sala de aula.

A aposta no trabalho prático, seguido de discussão e partilha das aprendizagens agradou-me particularmente, pois permitiu consolidar as aprendizagens teóricas e desenvolver as minhas competências profissionais. A energia formativa foi relevante e constituiu um momento de reflexão, enriquecedor, no  decorrer do Fórum. Os recursos digitais fomentaram uma dinâmica e a interatividade ao longo das sessões de discussão.

É inegável o valor formativo e as implicações no trabalho a desenvolver, no futuro, porque permitiu aclarar, aprofundar algumas questões nas quais, com o decorrer dos anos, o professor deixa de pensar, quase como fazendo parte da sua rotina. Torna-se claro que a formação e a experiência são fatores importantes para o bom desempenho do profissional, assim como a sua capacidade de análise, de crítica e de decisão.

            É também claro que esta formação terá impacto na minha prática pedagógica: mudanças na conceção de ensino e aprendizagem e, consequentemente, na postura do professor. Uma pedagogia inovadora significa ter coragem de romper com as limitações do quotidiano, muitas vezes, autoimpostas e delinear um percurso possível que possa levar a outros, permitindo romper com as fronteiras disciplinares ou outras. No entanto, é necessária muita “mudança”.  Seremos capazes de promover e aceitar essa mudança?!!

Durante a unidade curricular, desenvolvi processos de aquisição e de atualização do conhecimento profissional. Estas aprendizagens irão, certamente, contribuir para a promoção da qualidade do sucesso educativo, do trabalho colaborativo, incentivando à abertura, à inovação e à mudança.

No que respeita a minha participação, considero ter participado nas discussões nos fóruns; partilhado informações; demonstrado abertura a novas ideias e aos contributos dos colegas; colaborado de forma voluntária.

Executei as tarefas propostas com empenho, demonstrei competência científico-pedagógica, respeitei as orientações dadas e realizei as atividades com rigor e correção.