
O meu blogue foi criado no âmbito da Unidade Curricular "Sistemas Educativos: Organização e Avaliação". Desejo entrar numa nova aventura educativa... Aqui, partilharei as minhas experiências e as minhas aprendizagens. Como diz o ditado "Nunca é tarde para aprender".
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
sábado, 25 de novembro de 2017
AS NOVAS TECNOLOGIAS DIGITAIS
OS PROFESSORES / AS TECNOLOGIAS DIGITAIS
Nesta
Unidade curricular, os participantes tiveram a oportunidade de refletir sobre o
impacto das novas tecnologias no mundo da Educação. Foi um debate pertinente e
enriquecedor que levantou uma série de questões, ligadas ao uso das tecnologias
digitais e que, provavelmente, os docentes não teriam a ocasião de as abordar,
envolvidos que estão nas suas tarefas “rotineiras” e conscientes da qualidade,
indiscutível e intemporal, das suas práticas pedagógicas.
Engano
seu! A mudança
paradigmática do século XXI exige uma mudança das práticas educativas e de
mentalidades, o que obriga a repensar os papéis do professor e do aluno,
conduzindo a implicações a nível das planificações e dos sistemas de avaliação.
A inovação nas práticas escolares implica a reorganização dos currículos, a reformulação
dos contextos de aprendizagem e a avaliação das competências dos aprendizes.
Todavia,
muitos dos professores ainda não ousaram sair do seu isolamento porque, por
vezes, sentem uma certa incompreensão por parte dos colegas, preferindo
desenvolver as suas tarefas, individualmente. Digamos que esta postura é a mais
fácil, já que o seu trabalho nunca será questionado e muito menos lhe será
exigido algo mais, pois vive o ato educativo na “sua” sala de aula com os
“seus” alunos.
Além
disso, surgem outras dificuldades porque este processo exige uma mudança de
mentalidades e de práticas com quais os docentes ainda não estão familiarizados
e muito menos habituados a partilhar os seus trabalhos. Para que os professores
possam dar uma resposta adequada aos desafios na utilização destas ferramentas,
necessitam de desenvolver momentos de formação, de adquirir proficiências para
a sua manipulação. É, pois, necessário desencadear processos educativos de
formação para melhorar a qualidade profissional dos professores, neste domínio.
Destaque-se que as reais mais-valias resultam, fundamentalmente, da interação entre as
pessoas e só a participação empenhada dos professores como “arquitetos dos
contextos de aprendizagem” poderá maximizar os benefícios dos recursos
digitais.
MAS,
as “novas” sociedades do conhecimento necessitam, igualmente, de sistemas
educacionais, onde as salas de aula estejam conectadas, continuamente, a redes
de conhecimento e as ferramentas digitais atualizados.
O IMPACTO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ATUAL PARADIGMA EDUCACIONAL
O sistema
educativo atual está obsoleto porque foi desenhado, concebido e estruturado
para uma época diferente, numa cultura intelectual da ilustração e em
circunstancias económicas da Revolução Industrial, século XIX.
Urge uma
mudança de paradigma: desenvolver o pensamento
divergente e a criatividade dos alunos; reconhecer que a maioria das
aprendizagens se fazem em grupo e promover o trabalho colaborativo, fonte de
crescimento.
Refira-se ainda um outro aspeto crucial a ter em conta nas nossas escolas:
sensibilizar a comunidade para questões (inter)culturais, um modelo educativo que
contemple a aprendizagem intercultural, pois constitui um processo
transformativo.
Para a concretização desse objetivo, é inegável o contributo das
novas tenologias da comunicação e informação, fundamentais no atual paradigma
da educação, apresentando um potencial na construção coletiva do conhecimento, na
reconstrução e na partilha de saberes. Para além disso, os recursos digitais cativam
a atenção dos jovens e os professores reconhecem, claramente, que os sentidos
operam, na sua máxima expressão, quando os alunos estão perante uma ação,
quando estão entusiasmados pelo que estão vivenciando, quando se sentem, totalmente,
vivos.
De facto, considera-se que o impacto das tecnologias digitais é
enorme, de fácil acesso, pode ajudar a reconstruir o conhecimento, através das
redes sociais.
Contudo, ao falar da importância das tecnologias com afinco, não se
tenciona esvaziar o sentido da escola, ao contrário, pretendo-se reforçar a
necessidade da sua expansão para redes do conhecimento que se desenvolvem em
espaço virtual, pois a flexibilidade e os dispositivos móveis permitem aos atores
educativos aprender de forma colaborativa, consoante os seus interesses e gerir
a sua aprendizagem.
No entanto, o simples uso
das interfaces digitais não garante avanços ou inovações nas práticas
educativas. É necessário promover práticas pedagógicas ativas e construtivas e
desencadear processos educativos para melhorar a qualidade profissional dos professores.
No ensino, as tecnologias digitais
surgem como uma espécie de “adversário” do professor e apresentam-se como um “opositor
poderoso” nas novas redes do saber, transformando a lógica das estruturas
organizativas do saber.
sábado, 18 de novembro de 2017
AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NOS SISTEMAS EDUCATIVOS
Numa
sociedade onde somos, constantemente, invadidos pela informação, os sistemas educacionais do século XXI devem
garantir a construção do conhecimento. Na escola, o professor já não é o único transmissor
do saber, mas deverá optar por uma postura de mediador da aprendizagem. Também
é, sobejamente, referenciado que as aprendizagens não ocorrem só nas salas de aula,
na escola, estas “vencem” os seus espaços físicos, extravasam para outros contextos informais por meio de conexões na
rede global.
Concordo,
plenamente, com Lencastre (2009, p. 1) quando afirma que “estamos na era em que
os docentes se devem colocar como mestres e aprendizes, na expectativa de que,
por meio da interação estabelecida na «comunicação didática» com os estudantes,
a aprendizagem aconteça para ambos”.
Nesta
perspetiva, penso que a escola e os intervenientes educativos têm de mudar as suas
metodologias e conceber pedagogias diferenciadas, pensar em formas concretas para
preparar os estudantes para a sociedade do conhecimento. Sim, penso que o nosso
sistema educativo terá de metamorfosear-se, mas para que tal aconteça terá de haver motivação, por parte dos professores
e, sobretudo, vontade política. Por sua vez, o currículo terá de ser um
documento aberto, deve atender ao contexto, à diversidade das escolas e dos
alunos.
Refiro ainda os exames e os planos de
estudo estandardizados. Ora, um sistema educativo que compara todos os estudantes
a um padrão ideal não serve os interesses dos professores e dos alunos, nem
está adaptado a esta nova era que dispõe de múltiplas possibilidades de
aprender, em que o espaço físico da escola, neste novo paradigma, deixa de ser
o local exclusivo para a construção do conhecimento.
Para
Fernandes e Araújo, (online), “a utilização das TIC garante a difusão de novas
estratégias de veiculação da informação, bem como novos modelos de comunicação,
abrindo um leque de possibilidades de mudanças comportamentais e atitudinais do
ser humano em relação aos processos educacionais”.
Mas
como poderão os atores educativos contribuir para a instituição da sociedade da
aprendizagem? “Ensinar
numa sociedade em rede e procurar criar uma cultura aprendente não é tarefa fácil,
mas são os professores que terão a grande responsabilidade “de serem os
catalisadores da sociedade do conhecimento” (Hargreaves, 2003, p. 45). Assim, cabe aos educadores, professores
fomentar e estimular a integração curricular das TIC, desenvolver estratégias
pedagógicas inovadoras e significativas, o que implica, por sua vez, apostar na
formação pedagógica e tecnológica dos docentes.
Acrescento ainda que as tecnologias digitais propiciam a construção do
conhecimento, através de processos informais, através da conetividade e das
interações entre as sociedades de aprendizagem. domingo, 12 de novembro de 2017
APRENDIZAGEM EM CONTINUUM
Educar na era digital.
Competências para o século XXI!
Este primeiro tema interessou-me pela
pertinência dos conteúdos e pelo seu impacto no meu percurso
profissional. Com efeito, o
desenvolvimento dos conteúdos proporcionou momentos de partilha, aquando da participação
no fórum e contribuiu para um entendimento mais esclarecido, no tocante às
competências para o século XXI.
Relativamente
à era digital afigura-se interessante, mas, em meu entender, levanta questões
pedagógicas e didáticas, sendo, por isso, necessário encontrar estratégias de
desenvolvimento profissional que permitam experimentá-los e enquadrá-los ao
serviço de uma aprendizagem significativa e de qualidade.
De
facto, as ferramentas digitais constituem
os ingredientes necessários para
motivar, transmitir conhecimentos, ensinar, aprender em colaboração. A sua
utilização constitui uma ferramenta, potencialmente, motivadora para os alunos,
capaz de despoletar naqueles o desejo de aprender e alterando, claramente, as
dinâmicas da sala de aula.
A aposta no
trabalho prático, seguido de discussão e partilha das aprendizagens agradou-me particularmente,
pois permitiu consolidar as aprendizagens teóricas e desenvolver as minhas
competências profissionais. A energia formativa foi relevante e constituiu um
momento de reflexão, enriquecedor, no decorrer
do Fórum. Os recursos digitais fomentaram uma dinâmica e a interatividade ao
longo das sessões de discussão.
É inegável o valor formativo e as implicações no trabalho a desenvolver, no futuro,
porque permitiu aclarar, aprofundar algumas questões nas quais, com o decorrer
dos anos, o professor deixa de pensar, quase como fazendo parte da sua rotina. Torna-se claro que a formação e a
experiência são fatores importantes para o bom desempenho do profissional, assim
como a sua capacidade de análise, de crítica e de decisão.
É também claro que esta formação terá impacto na minha
prática pedagógica: mudanças na conceção de ensino e aprendizagem e, consequentemente,
na postura do professor. Uma pedagogia inovadora significa ter coragem de
romper com as limitações do quotidiano, muitas vezes, autoimpostas e delinear
um percurso possível que possa levar a outros, permitindo romper com as
fronteiras disciplinares ou outras. No entanto, é necessária muita “mudança”. Seremos capazes de
promover e aceitar essa mudança?!!
Durante a unidade curricular, desenvolvi processos de aquisição e de atualização do conhecimento
profissional. Estas aprendizagens irão, certamente, contribuir para a
promoção da qualidade do sucesso educativo, do trabalho colaborativo,
incentivando à abertura, à inovação e à mudança.
No que respeita a minha
participação, considero ter participado nas discussões nos fóruns; partilhado informações;
demonstrado abertura a novas ideias e aos contributos dos colegas; colaborado de
forma voluntária.
Executei as tarefas propostas com
empenho, demonstrei competência científico-pedagógica, respeitei as orientações
dadas e realizei as atividades com rigor e correção.
sábado, 4 de novembro de 2017
A Educação do século XXI. Que competências?
A Educação
do século XXI exige, pois, ponderar aprofundar, conhecer os desafios da
sociedade. Os professores e os alunos terão de desenvolver competências no
âmbito das novas tecnologias para acompanhar o progresso económico e as novas
exigências do século. E, nesse sentido, exige-se um novo perfil do professor e
do aluno.
Falamos,
constantemente, em “desenvolvimento de competências”, sem por isso, aprofundarmos o conceito de "competência".
Proponho, então, uma breve reflexão sobre a noção de “competência”:
Proponho, então, uma breve reflexão sobre a noção de “competência”:
No século XVI, no domínio jurídico, significava “uma aptidão legal para
julgar o processo”. O termo evoluiu para uma definição mais abrangente e passou
a designar “um conjunto de conhecimentos teóricos ou práticos que a pessoa
domina, de requisitos que preenche e são necessários para um dado fim, aptidão
para fazer bem alguma coisa”.
Le Boterf : 1994 afirmou “A competência não é um estado. É um processo. Se a competência é
um saber-agir, como funciona ele? O operador competente é aquele que é capaz de
mobilizar. Pôr em acção de forma eficaz as diferentes funções de um sistema em
que intervêm recursos tão diversos como operações de raciocínio, conhecimentos,
activações de memória, avaliações, capacidades relacionais em esquemas
comportamentais.”
Competências em Educação: P. Perrenoud (2003) Porquê construir
competências a partir da escola? Asa, define “competências” como “Valorizar
saberes vivos, ligados a práticas sociais, que sejam ferramentas para atuar
sobre um mundo não é um sonho neo-liberal. Esta ideia é o fundamento de uma
escola democrática. A abordagem por competências não pretende mais do que
permitir a cada um aprender a utilizar os seus saberes para actuar.
Deixar a noção de competência ao mundo empresarial seria renunciar a vocação
libertadora da educação escolar, e à ideia de que o saber dá poder se soubermos
utilizá-lo.”
Ora, tendo em
conta o referido, poderemos assegurar que os sistemas educativos se deparam com
um novo e enorme o desafio. Estarão os sistemas educativos adaptados a esta nova
geração? Penso que não.
O desafio da
educação é “o de tornar a diversidade num fator positivo de coesão e
compreensão mútua” entre os vários agentes educativos". Esta tarefa parece-me
difícil de cumprir, pela formalidade de alguns sistemas educativos e pela
imposição de um modelo único que não tem em conta a diversidade individual nem
o seu contexto, podendo, por isso, limitar o desenvolvimento pessoal. Em jeito de síntese,
sublinha-se que, hoje, o sistema educativo está dotado ao fracasso, pois este
não contempla o desenvolvimento de competências, essenciais para o século
XXI. Estes estão mais vocacionados para formar/direcionar o ensino aprendizagem
para uma área específica do conhecimento. Penso que o sistema educativo terá de
ser mais flexível, revelar capacidade de mudança e contemplar áreas mais
abrangentes, como a da formação integral e global do aluno. A sociedade exige o
desenvolvimento de habilidades, a alfabetização científica e em TIC, a
literacia financeira, cultural e cívica.
Mudança impõe -se! A
escola deve, por sua vez, cumprir as suas funções: ajudar a trabalhar e a manter
relacionamentos. As práticas pedagógicas terão de ser inovadoras.
Deseja-se um sistema educacional que enfatize a aquisição de habilidades, de competências e de qualidades. A escola concebida como um espaço de experimentações, ligada ao mundo exterior, aberta à inovação. Ademais, uma escola vista e sentida como um lugar de formação e de desenvolvimento e a Educação como sinónimo de movimento que fomenta experiências centradas na ação, vivências e encontros.
O aluno deve, também, desenvolver competências como a criatividade, a responsabilidade, o espírito crítico, a comunicação, a colaboração e qualidades que provoquem a curiosidade, que fomentem o espírito de iniciativa, a persistência, a liderança e a consciência cultural e cívica.
Deseja-se um sistema educacional que enfatize a aquisição de habilidades, de competências e de qualidades. A escola concebida como um espaço de experimentações, ligada ao mundo exterior, aberta à inovação. Ademais, uma escola vista e sentida como um lugar de formação e de desenvolvimento e a Educação como sinónimo de movimento que fomenta experiências centradas na ação, vivências e encontros.
O aluno deve, também, desenvolver competências como a criatividade, a responsabilidade, o espírito crítico, a comunicação, a colaboração e qualidades que provoquem a curiosidade, que fomentem o espírito de iniciativa, a persistência, a liderança e a consciência cultural e cívica.
Por sua vez, os
professores devem ser mentores inovadores, promotores da aprendizagem e a
prática uma pedagogia direcionada para o desenvolvimento de competências. Como
referido, anteriormente, os atuais sistemas educativos são pouco flexíveis,
estáticos e limitativos no que toca o desenvolvimento pessoal de cada
indivíduo. Para vencer este desafio, estes terão de ter a capacidade de se
adaptar à mudança social, “ser proativos e capazes de utilizar todas as
possibilidades concedidas pelas tecnologias de informação e comunicação”.
RAMOS, C. (2007)
O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória 2017
A referência a um
perfil do aluno tem como objetivo criar um quadro de referência que implique a
liberdade, a responsabilidade, a valorização do trabalho, a consciência de si
próprio, a inserção familiar e comunitária e a participação na sociedade circundante.
As mudanças
económicas, sociais e culturais e outras exigem um equilíbrio entre o conhecimento,
a compreensão, a criatividade e o sentido crítico. Trata-se de formar pessoas autónomas,
responsáveis e cidadãos ativos.
Segundo Guilherme
d’Oliveira Martins, “o perfil de base humanista significa a consideração de uma
sociedade centrada na pessoa e na dignidade humana como valores fundamentais.
Daí considerarmos as aprendizagens como centro do processo educativo, a
inclusão como exigência, a contribuição para o desenvolvimento sustentável como
desafio, já que temos de criar condições de adaptabilidade e de estabilidade,
visando valorizar o saber. E a compreensão da realidade obriga a uma referência
comum de rigor e atenção às diferenças.!”
“O Perfil dos
Alunos aponta para uma educação escolar em que os alunos desta geração global
constroem e sedimentam uma cultura científica e artística de base humanista.
Para tal, mobilizam valores e competências que lhes permitem intervir na vida e
na história dos indivíduos e das sociedades, tomar decisões livres e
fundamentadas sobre questões naturais, sociais e éticas, e dispor de uma
consagrou capacidade de participação cívica, ativa, consciente e responsável”.
“O princípio fundamental dessa ação transformadora é a consideração do
indivíduo em sua totalidade, possibilitando-lhe a liberdade de desenvolver a
sua própria personalidade tanto no âmbito intelectual como no emocional”. FREIRE, P. Pedagogia
da autonomia: São Paulo: Paz e Terra, 1997.
Pedagogias de colaboração: Que dificuldades …
O
contexto de mudança na organização escolar que, hoje, se atravessa implica a
necessidade de modificar profundamente as práticas de planificação na escola.
Esta mudança no modo de regulação leva a que a escola se preocupe mais com as
aprendizagens e com os resultados dos seus alunos e que, por isso, seja
necessário encontrar “modos” de melhorar o funcionamento da organização escolar
e estabelecer conexões entre os objetivos, estratégias e a avaliação, a fim de
melhorar a prestação do serviço público de educação.
Em
geral, atribui-se a uma cultura profissional a principal responsabilidade pelas
dificuldades sentidas no desenvolvimento de uma cultura de colaboração nas
escolas. Mas, não podemos esquecer que as estruturas nas escolas (os espaços,
os horários, os tempos escolares, os agrupamentos dos professores) e as suas
condições organizativas podem impedir a emergência de formas de colaboração.
O
diálogo e uma boa relação entre todos os agentes educativos serão essenciais para
criar uma dinâmica positiva na escola. Nesta perspetiva, poder-se-á desenvolver
um trabalho colaborativo no seio da escola, embora os professores já trabalhem
integrados em coletivos como a turma, os grupos disciplinares e os
departamentos. No entanto, sendo o trabalho colaborativo um processo de
trabalho planeado, em conjunto, pelos professores, visando atingir melhores
resultados porque o trabalho resulta da interação de múltiplos saberes e dos
processos cognitivos dos diversos intervenientes, esta cooperação entre os
professores depara-se com diferentes obstáculos, de natureza cultural e
simbólica e de natureza estrutural e organizacional. Além destes
constrangimentos, no plano simbólico, surgem outros aspetos negativos no
desenvolvimento desta prática de cooperação: a precariedade profissional e a
promoção da competitividade na carreira constituem, igualmente, efeitos
negativos.
A mudança das práticas de interação na
escola implica substituir uma cultura predominantemente individualista dos
professores que privilegia o espaço sala de aula, o saber ligado à área
disciplinar e a relação com uma parte da população escolar, por uma cultura
baseada na colaboração e no trabalho de equipa. Insistir em práticas individualistas
apenas contribuirá para acantonar o professor no seu espaço celular. Além
disso, os “tabus” relativamente à relação professor/aluno ainda não estão
resolvidos. O ensino ainda está muito ligado ao conceito de autoridade. Nas experiências
anteriores, o centro da atividade era o professor, com a proposta de ensino
atual, o centro de interesse desloca-se para o aluno.
Para
ultrapassar os efeitos negativos referidos será necessário proporcionar aos
professores recursos, dar-lhes formação e motivá-los a explorar, de forma
coletiva as margens de que dispõem ao nível do currículo, na definição de
objetivos e de competências, na seleção de estratégias, na planificação de
experiências de aprendizagem.
Para
potenciar esta estratégia, deve ter-se em conta um princípio essencial, na
elaboração do plano de formação: a articulação da formação com o plano
estratégico da escola, isto é, com o seu Projeto Educativo. Desta forma, o
Projeto Educativo de escola e o plano de formação devem estar estreitamente
articulados. Implica um projeto motivador, perceber que
tem muitos profissionais da rede estadual comprometidos com a busca de
qualidade da educação pública.
Finalmente, reconheço que uma aprendizagem
emancipatória, mais importante para autonomia, exige muito mais do que atitudes
isoladas e/ou ações casuais. É preciso ter em conta o contexto em que se
desenvolvem as ações educativas, os envolvidos nesse processo, maiores adesões
conscientes na luta por uma educação para todos!
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
A Educação no Século XXI
Na segunda metade do século XX, a perceção
da escola e do ensino aprendizagem mudou. “O que se aprende, aprende-se
fazendo”, através da ação. Pretende-se uma escola ativa, orientada para dar
respostas.
No século XXI, o desafio da educação
continua a ser o da aprendizagem de todos, uma aprendizagem inclusiva e diferenciada.
A ideia de uma escola fechada, uma sala de aula, um professor face a uma turma não
terá lugar na educação atual. A pedagogia de trabalhar para todos, da mesma
maneira, é uma pedagogia obsoleta. De facto, ainda se fala da escola como
espaços pouco motivadores para a aprendizagem. As matérias lecionadas, muitas
delas, estáticas e sem movimento, pelo que nada dizem aos discentes. Por sua
vez, a aprendizagem muito centrada nos conteúdos e focalizada no trabalho,
desenvolvendo algumas capacidades em algumas áreas.
Urge, pois, reinventar uma outra forma de
organização da escola, uma outra forma de trabalhar dos professores e uma outra
pedagogia. A imagem da escola fechada ao exterior deixará de existir para dar
lugar a uma diversidade de espaços e de tempos, como refere António Nóvoa “A
escola vai libertar-se da escola”, isto é, desse constrangimento físico para
assumir outras dinâmicas porque temos novos alunos e, por isso os professores
terão de aprender a criar diversidades no espaço, pôr em prática uma pedagogia
diferenciada que atenda a diferentes realidades.
Mas, por outro lado, é inegável que a
educação em Portugal tem vindo a melhorar do ponto de vista metodológico, pedagógico
e na qualidade dos professores. Assistimos hoje a uma mudança significativa
porque há uma nítida perceção da revolução digital que está em curso e que vai revolucionar,
transformar o panorama das nossas escolas. O panorama digital vai acelerar esta
realidade no modo como comunicam, como pensam como se relacionam com o
conhecimento.
Mas
serão os sistemas educativos suficientemente flexíveis para dar resposta a
estas realidades?
Face ao novo panorama, é urgente repensar
a conceção do Sistema Educativo, e caso não se concretize essa flexibilidade, não
será o estudante que fracassa, mas o sistema. De facto, os sistemas educativos
têm de dar resposta a diferentes solicitações, uma delas respeitar a
diversidade dos indivíduos. Ora, a educação deve oferecer os meios e as
ferramentas para que cada indivíduo possa definir o seu percurso e participar
na evolução da sociedade. Nesta perspetiva, os sistemas educativos terão de se adaptar aos novos desafios do século
XXI.
O desafio da
educação é “o de tornar a diversidade num fator positivo de coesão e
compreensão mútua” entre os vários agentes educativos. Esta tarefa parece-me
difícil de cumprir, pela formalidade de alguns sistemas educativos e pela
imposição de um modelo único que não tem em conta a diversidade individual nem
o contexto, podendo limitar o desenvolvimento pessoal.
O sistema
educativo terá de ser mais flexível, revelar capacidade de mudança e contemplar
áreas mais abrangentes como a da formação integral e global do aluno.
Por sua
vez, os professores devem ser mentores inovadores, promotores da aprendizagem e
a prática de uma pedagogia direcionada para o desenvolvimento de competências. Como
referido, os atuais sistemas educativos são pouco flexíveis, estáticos e
limitativos no que toca o desenvolvimento pessoal de cada indivíduo. Para vencer
este desafio, estes terão de ter a capacidade de se adaptar à mudança social, “ser
proativos e capazes de utilizar todas as possibilidades concedidas pelas
tecnologias de informação e comunicação”. RAMOS, C. (2007)
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Que pegagogias para o século XXI ?
As tecnologias de informação são fundamentais para a transmissão dos conteúdos, para o trabalho com os alunos e, nesse sentido, deverá atribuir-se uma maior
importância às tecnologias digitais
nas práticas pedagógicas. Trata-se de uma exigência do mundo moderno, pois a
sociedade atual “impõe” que a educação prepare o aluno para enfrentar e
ultrapassar as situações pessoais e profissionais com que se depara.
A
escola, como já referido pelos colegas, tem de ser reinventada
para que possa sobreviver e, nesse âmbito, o professor deve
evidenciar/desenvolver saberes nesse domínio e utilizar as tecnologias digitais
na sua prática pedagógica. Considero
fundamental que os docentes concebam um referencial didático-pedagógico
inovador porque as ferramentas digitais permitem à didática objetos e instrumentos
capazes de renovar as situações de interação, expressão, criação, comunicação e
colaboração, tornando a aula mais dinâmica, mais interessante e mais interativa
para o aluno.
Relativamente
às pedagogias: emancipatórias, de socialização de colaboração, de projetos,
considero que não poderemos privilegiar uma pedagogia em detrimento de outras.
Na minha perspetiva, todas se complementam, todas agem em conjunto e todas
devem ser desenvolvidas, dependendo dos objetivos, dos conteúdos, das
estratégias, dos contextos e dos alunos envolvidos.
Neste
sentido, apraz-me uma pequena reflexão:
A minha apreciação vai ao encontro das
ideias defendidas por FREIRE, P., quando
afirma “Apresenta-se então um grande
desafio, o de integrar tecnologia e criatividade, dois fatores que determinam
em nosso tempo, o desenvolvimento adequado da educação”. Refere-se, ainda, que
uma pedagogia emancipatória, impõe uma educação para a autonomia, uma formação
consciente, durante toda a vida dos indivíduos, com professores reflexivos e fomentadores
da capacidade crítica dos estudantes. Também
o discente deve ser participante ativo no processo de criar, planificar,
executar, avaliar o seu conhecimento de forma investigativa.
Consequentemente, uma Educação de
qualidade, promotora da cidadania, deve considerar o estudante como sujeito comprometido
com o seu processo ensino/aprendizagem, sendo que cabe à escola pública criar condições para que
os conhecimentos favoreçam uma formação de qualidade, na perspetiva
emancipatória dos sujeitos, capaz de promover a transformação da prática
social.
As pedagogias de projeto tornam-se,
igualmente, um desafio para os professores, pois possibilitam socializar
experiências, enriquecer as práticas pedagógicas e encorajar a um fazer
diferente. Em suma, pretende -se transformar mentes, por meio da educação,
investir, desenvolver competências nos estudantes para pensar, sentir e agir de
modo coerente, comprometidos com a sua formação.
Reconheço
que a ideia de um ensino crítico, criativo e comprometido com a mudança social
tem vindo a crescer nos nossos contextos educativos. Porém, a criatividade (esta ideia de ensino) esbarra ainda com
obstáculos, privilegiando-se, por isso a cognição.
Sabemos
também que as transformações necessárias na sociedade não
ocorrerão somente por meio da educação, mas, sem dúvida, a escola tem um papel
fundamental pela sua função social.
SER PROFESSOR ...
“A escola desempenha uma dupla função, que
comporta contradições: Por um lado, ao formar os cidadãos do futuro, prepara a
transformação da sociedade. Mas, por outro lado, está mais próxima de um
determinado sistema produtivo, que se modifica lentamente e no qual devem poder
inserir-se, a fim de encontrar emprego, os jovens que ela tem a seu cargo (…). in
Uma Escola Diferente.
Nesta dupla função, destaco a
responsabilidade do professor que assume o papel primordial de dinamizador de
participação e de mobilização de todos os outros intervenientes, no sentido de
os levar a darem o seu contributo, para que a escola possa realizar os seus
objetivos.
De facto, a inovação educativa é um
processo que exige a participação ativa dos agentes escolares, da comunidade a
que pertencem e do sistema em que se inserem e o professor é a chave fundamental
para a concretização da mudança.
Entendamos que se os professores forem
convidados a participarem no processo de tomada de decisão, na inovação das
estruturas existentes e na reflexão crítica, estamos a “ganhar” professores que
contribuem para a mudança e, consequentemente a favorecer a criação de uma verdadeira
cultura de colaboração, tão necessária nas nossas escolas.
Relativamente à cultura de colaboração,
penso que merece algumas considerações. Andy Hargreaves identifica quatro
formas “abrangentes” de culturas docentes: o
individualismo, a colaboração, a colegialidade artificial e a balcanização,
cada uma com implicações no trabalho do professor e na mudança educativa.
A
cultura do individualismo é reconhecida por A. Hargreaves como a atitude mais
comum nas escolas. O professor opta por uma atitude de isolamento mas “o
individualismo é encarado como consequência de condições e constrangimentos
organizacionais complexos, e são estes que devemos ter em conta se o quisermos
remover”. Hargreaves, Andy (1998:192)
Na cultura da colaboração, a abertura e a
partilha na resolução de problemas ocupam uma posição central na tomada de
decisões coletivas, sendo que a crítica deverá estar sempre presente. Os
professores aprendem se partilharem, se identificarem preocupações comuns e se
trabalharem, conjuntamente, na resolução de problemas. A colaboração e a
colegialidade encaram a melhoria do ensino como um processo mais coletivo do
que individual.
Na colegialidade artificial, as relações
profissionais de colaboração entre os professores são forçadas e, muitas vezes,
impostas administrativamente. Neste tipo de cultura, as relações de colaboração
entre os professores não são voluntárias, não são orientadas para o
desenvolvimento, nem alargadas no tempo e no espaço. Pelo contrário, estas são impostas
administrativamente, exigindo aos professores que se encontrem e trabalhem em
conjunto. “…esta cultura caracteriza-se por um conjunto de procedimentos
formais e burocráticos específicos, destinados a aumentar a atenção dada à
planificação em grupo e à consulta entre colegas, bem como outras formas de
trabalho em conjunto”. Fullan e Hargreaves (2001:103)
A cultura balcanizada caracteriza-se por interações
entre os professores que “trabalham não em isolamento, nem com a maior parte
dos seus colegas, mas antes em subgrupos mais pequenos, no seio da comunidade
escolar, tais como os departamentos disciplinares (…)” (Hargreaves, 1998:240).
Ora, parece-me que para fazer face a um
ambiente externo, em constante mutação, incerto e imprevisível, as escolas carecem
de uma mudança de paradigma organizacional, em que a escola tenderá a dar lugar
a uma escola de equipas. E, nesse sentido, os professores devem ser mentores inovadores, promotores da aprendizagem.
Refletir conjuntamente, partilhar saberes, perspetivas e experiências, trabalho
colaborativo, eis os ingredientes que poderão apetrechar, os agentes educativos
de novas ferramentas que permitirão rearquitetar estratégias, reformular
caminhos, e adotar metodologias de trabalho eficazes no desenvolvimento de capacidades.
Permito-me finalizar a minha reflexão com duas
citações:
“A educação é o grande motor do desenvolvimento
pessoal. É através dela que a filha de um camponês se torna médica, que o filho
de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que um filho de trabalhadores rurais
pode chegar a presidente de uma grande nação”. Mandela, Nelson
“Professores
brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a
vida”.
Cury, Augusto
“A criatividade é um tipo de processo de aprendizagem
em que o professor e o aluno se encontram no mesmo indivíduo” Koestler, Arthur
domingo, 22 de outubro de 2017
What´s Education For!
Grelha de Observação e
Análise de Sequências Fílmicas
Consideremos as
sequências de imagens como…
uma linguagem; um produto
histórico e um veículo de comunicação
Análise Globalizante
|
|
Exposição
das
ideias
principais
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A importância da Educação é reconhecida por todos, mas o
problema é não saber o papel que queremos que ela cumpra. Sabemos que o
objetivo da Educação é preparar para a vida adulta, mas, neste contexto, a
escola falha. O currículo está errado.
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Apresentação
dos
aspectos
positivos/ negativos
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Como aspetos positivos, poderíamos destacar a função da
escola, a de preparar os estudantes para a vida.
Os aspetos negativos relacionam-se com o não reconhecermos
ainda qual o desafio da educação, hoje; o como garantir que os estudantes aprendem
o que realmente necessitam.
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Palavras-chave
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Educação/professor/aluno/personalidade/aprendizagem ao longo da
vida/currículo/aprendizagem/ /necessidade.
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Análise Concentrada
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Descrição
do contexto e das situações/
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Mudança! As aprendizagens não devem estar apenas concentradas na
sala de aula. A escola deve desenvolver duas funções: ajudar a trabalhar e a
manter relacionamentos.
Pensa-se que ser ambicioso na Educação corresponde a despender
mais dinheiro, contratar mais professores e construir mais escolas, mas, pelo
contrário, ambição devia significar mais foco no real propósito da educação.
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Reconstrução
da temática (da história)
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Uma escola nova onde o aluno é o protagonista central e onde
seja preparado para a vida de adulto.
No século XXI, a perceção da escola e do ensino aprendizagem
mudou. “O que se aprende, aprendemos fazendo”, através da ação, uma escola
orientada para dar respostas.
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Implicações Educativas
A Educação do século XXI exige
ponderar aprofundar, conhecer os desafios da sociedade.
Perante uma sociedade em mutação e devido
ao progresso tecnológico, o perfil do professor e aluno altera-se. As práticas
pedagógicas terão de ser diferentes, as estratégias baseadas na inovação. O
espaço aula dinâmico, onde os aprendentes aprendem a aprender, a fazer e a
ser.
Deseja-se que a aprendizagem se
desenvolva na sala de aula e fora desse espaço. Deseja-se um sistema
educacional que enfatize a aquisição de habilidades, de modo a ajudar os
estudantes a viverem melhor, em conjunto.
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22 de outubro de 2017
Conceição da Natividade Xavier de Oliveira
Estudante 1701089
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What is 21st century Education
Grelha de Observação e
Análise de Sequências Fílmicas
Consideremos as
sequências de imagens como…
uma linguagem; um produto
histórico e um veículo de comunicação
Análise Globalizante
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Exposição
das
ideias
principais
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A Educação do século XXI. Os professores e os alunos terão que
desenvolver competências no âmbito das novas tecnologias para acompanhar o
progresso económico e as novas exigências do século.
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Apresentação
dos
aspetos
positivos/ negativos
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Como aspetos positivos, poderíamos destacar a referência a uma
Educação diferente, virada para a inovação. A referência ao novo perfil do
professor e do aluno.
Hoje, os
professores devem ser mentores inovadores, motivadores, iluminadores e
catalisadores.
Como aspetos negativos poderia salientar o excesso de
tecnologia nas escolas. Preparar os alunos para o século XXI não é só sobre
tecnologia ou habilidades para a economia global.
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Palavras-chave
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Educação/professor/tecnologia/criatividade/responsabilidade
/colaboração/aprendizagem/iniciativa /comunicação
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Análise Concentrada
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Descrição
do contexto e das situações/
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A mudança de paradigma. O século XXI exige o desenvolvimento
de novas competências. As aprendizagens não estão somente concentradas nos
conteúdos que, por vezes, do ponto de vista do aluno, são pouco
interessantes.
Neste âmbito, o perfil do professor e do aluno deve mudar
radicalmente. A educação do século XXI deverá desenvolver capacidades no
âmbito da sensibilidade cultural e do envolvimento cívico.
Exige-se ao aluno criatividade, responsabilidade, espirito
crítico. Deve ser um bom comunicador, capaz de resolver os problemas, aberto
à inovação, com espirito de iniciativa.
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Reconstrução
da temática (da história)
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Uma escola nova onde o aluno é o protagonista central e o
professor evidencie capacidades no âmbito das novas tecnologias digitais, um
docente aberto que facilita a aprendizagem.
No século XXI, a perceção da escola e do ensino aprendizagem
mudou. “O que se aprende, aprendemos fazendo”, através da ação, uma escola
ativa, orientada para dar respostas.
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Implicações Educativas
As implicações educativas são
diversas: A Educação do século XXI contempla a criatividade e fomenta o
desenvolvimento da autonomia dos alunos, atores das suas aprendizagens.
Perante uma sociedade em mutação e devido
ao progresso tecnológico, o perfil do professor e aluno altera-se. As práticas
pedagógicas terão de ser mais ativas, as estratégias baseadas na inovação. O
espaço aula dinâmico, onde os aprendentes aprendem a aprender, a fazer e a
ser.
Deseja-se um ambiente de
aprendizagem tranquilo onde os professores são os facilitadores, os
motivadores da aprendizagem.
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22 de outubro de 2017
Conceição da Natividade Xavier de Oliveira
Estudante 1701089
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LA EDUCACIÓN PROHIBIDA
Grelha de Observação e
Análise de Sequências Fílmicas
Consideremos as
sequências de imagens como…
uma linguagem; um produto
histórico e um veículo de comunicação
Análise Globalizante
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Exposição
das
ideias
principais
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As sequências fílmicas fazem uma retrospetiva do sistema
educativo, da escola e do ensino aprendizagem. Na primeira parte, estão
patentes “problemas” diferentes, relativamente à educação. É imperioso
repensar o sistema educativo porque as aprendizagens não têm qualquer
referência com o mundo exterior, as escolas são espaços de tédio e de
aborrecimento. Não é o estudante que fracassa, mas sim o sistema. O
conhecimento atual está parcializado e o paradigma fragmentado.
Na segunda parte, evidencia as qualidades de uma escola, onde
a aprendizagem está centrada no aluno, a escola como um banco de
experimentações, ir desenvolvendo as capacidades humanas, aberta a novas
oportunidades como espaços de reflexão e de crescimento.
O professor, também ele deverá fomentar a inovação e práticas
pedagógicas conducentes com os interesses dos discentes.
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Apresentação
dos
aspectos
positivos/ negativos
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Como aspetos positivos, poderíamos destacar a referência a uma
Educação diferente, repensada. A escola concebida como um espaço de
experimentações, ligada ao mundo exterior, aberta à inovação. Ademais, uma
escola vista e sentida como um lugar de formação e desenvolvimento, a
Educação como sinónimo de movimento que fomenta experiências centradas na
ação, vivências e encontros.
Os aspetos negativos salientados, sobretudo, nas primeiras
sequências fílmicas, prendem-se com algumas questões que, provavelmente, não
terão respostas exatas. Sublinha-se a escola comparada a espaços pouco
motivadores para a aprendizagem, aprende-se pouco na escola e os alunos estão
como “prisioneiros” no mundo interior, desconhecendo o mundo exterior.
As matérias lecionadas são estáticas e sem movimento, pelo que
nada dizem aos discentes. Por sua vez, a aprendizagem muito centrada nos
conteúdos e focalizada no trabalho, desenvolvendo algumas capacidades em
algumas áreas.
Os professores não preparam os alunos para a vida, e não
escutam o protagonista principal, o aluno.
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Palavras-chave
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Sistema educativo / mudar / aprender/experiências educativas /
escola / espaço de crescimento / aprendizagem /Educação / interação
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Análise Concentrada
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Descrição
do contexto e das situações/
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A ação ocorre em situações de aula, na escola, cujos
intervenientes mais focados são os alunos e os professores. O contexto é de
descontentamento face ao espaço escola, às aprendizagens, aos conteúdos pouco
pertinentes, desprovidos de interesse e, sobretudo, a escola não prepara para
a vida.
De facto, os sistemas educativos têm de dar resposta a várias
solicitações: respeitar a diversidade dos indivíduos e a necessidade de
aplicar regras comuns. Ora, a educação deve oferecer os meios e as
ferramentas para que cada indivíduo possa definir o seu percurso e participar
na evolução da sociedade.
Neste âmbito, os sistemas educativos deparam-se com um novo o
desafio, o de estimular a imaginação, a comunicação, a criatividade e o
trabalho de equipa, respeitando a diversidade dos intervenientes no processo
ensino- aprendizagem, pelo que terão de ser mais flexíveis, e revelar
capacidade de mudança.
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Reconstrução
da temática (da história)
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La Educación Prohibida procede à reconstrução da história,
relativamente ao tema da Educação.
Recrimina uma escola onde o aluno é protagonista que pouco ou
nada diz ao aprendente, onde pouco se aprende e onde nada é verdadeiramente
importante. Uma escola que fomenta a competição e cujo sistema fracassa.
Trata-se de um problema de conceção da escola básica. Um ensino muito
teórico, só palavras. Se não se aprende a ler, a escrever e a calcular, então
não está educado.
Com a Revolução Industrial, a escola formava trabalhadores
úteis ao sistema. A educação de uma criança era como manufaturar um produto,
um processo mecânico. A escola pensou-se como uma fábrica, alunos obedientes,
eficazes, todos têm de saber o mesmo.
Na segunda metade do século XX, a perceção da escola e do
ensino aprendizagem mudou. “O que se aprende, aprendemos fazendo”, através da
ação, uma escola ativa, orientada para dar respostas. Em suma, uma escola
aberta, sendo verdadeiros centros educativos.
A interação entre professores e alunos e família também ela se
reforçou.
Os sistemas educativos terão de se adaptar aos novos desafios.
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Implicações Educativas
As implicações educativas são
diversas. Refira-se primeiramente a reflexão em torno dos atuais sistemas
educativos, pouco flexíveis, estáticos e limitativos, no que toca o
desenvolvimento pessoal de cada indivíduo.
Por isso os diferentes intervenientes
da comunidade educativa devem repensar um novo modelo que contemple a
criatividade e fomente o desenvolvimento da autonomia dos alunos, atores das
suas aprendizagens.
Face ao crescimento económico, a
uma sociedade em constante mutação e ao progresso tecnológico, o
desenvolvimento de competências cognitivas e intelectuais é inadiável.
As praticas pedagógicas terão de
ser mais ativas, as estratégias baseadas na inovação e na formação ao longo da
vida. O espaço escola encarado como ambientes de aprendizagens individuais,
onde os aprendentes aprendem a aprender, a fazer e a ser.
Refletir conjuntamente, partilhar
saberes, perspetivas e experiências, trabalho colaborativo, eis os
ingredientes que poderão apetrechar, os agentes educativos, de novas ferramentas
que permitirão rearquitetar estratégias, reformular caminhos, e adotar
metodologias de trabalho eficazes no desenvolvimento de capacidades.
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22 de outubro de
2017
Conceição da
Natividade Xavier de Oliveira
Estudante 1701089
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