quinta-feira, 8 de março de 2018

O Povo contra o Sistema Escolar


Um vídeo interessante que destaca o desajuste entre as aprendizagens que se realizam, hoje, na escola, as metodologias utilizadas, os espaços físicos inadequados e os   desafios do século XXI.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI



Um pensamento muito interessante sobre a escola do futuro, remetendo-nos para uma escola de trabalho coletivo, alunos distribuídos por pequenos grupos a estudar, a pesquisar, numa atividade de cooperação, com a ajuda dos novos dispositivos tecnológicos.  Destaca, ainda, a importância da pesquisa e da vontade de ir à procura do conhecimento.
O professor será fundamental na organização da aprendizagem, numa atitude aberta, reconhecendo que não é o único detentor do saber académico e que se alterou a forma de transmitir os conhecimentos.
Os docentes têm de dar resposta a este novo projeto do século XXI!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Tecnologia e Metodologia





Não basta entupir a sala de aula de recursos tecnológicos e materiais se não houver metodologia de trabalho e projeto pedagógico.





https://youtu.be/IJY-NIhdw_4






EM JEITO DE REFLEXÃO …


Algumas considerações acerca dos temas da Unidade Curricular: Sistemas Educativos: Organização e Avaliação, das atividades e da metodologia de trabalho online.
Neste âmbito, as temáticas trabalhadas foram muito pertinentes e motivadoras, pois, permitiram partilhar experiências diferentes, solevar questões, esbater dúvidas, clarificar conceitos e perspetivas diferentes acerca dos Sistemas Educativos, organização e avaliação e, sobretudo, proporcionaram uma atualização científica. E, por ser uma professora otimista, considero que só com docentes experientes e, devidamente, esclarecidos, a escola poderá garantir a eficácia e a qualidade da Educação, desenvolver dinâmicas formativas, com vista à melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem e do desenvolvimento profissional.
Relativamente à metodologia de trabalho, esta foi, para mim, um desafio estimulante por ser uma experiência nova que me colocou na expetativa de ultrapassar eventuais, mas concretas dificuldades. De facto, as ferramentas digitais constituem os ingredientes necessários para motivar, transmitir conhecimentos, ensinar, aprender em colaboração. A sua utilização constitui uma ferramenta, potencialmente, motivadora. Também a aposta no trabalho individual, seguido de discussão e partilha das aprendizagens foi motivador, pois, permitiu consolidar as aprendizagens teóricas. A energia formativa foi relevante, concretizando-se nos momentos de reflexão, nas intervenções enriquecedores, no decorrer dos fóruns, embora de forma assíncrona.
A metodologia de trabalho revelou-se adequada ao tipo de formação e ao público-alvo. O trabalho individual permitiu aprofundar os temas da UC, discutidos, posteriormente, nos fóruns. De salientar ainda que as primeiras descobertas, neste percurso de aprendizagem online e aprofundamento profissional, se revelaram muito importantes, possibilitando ser, concomitantemente, professora e aluna e, por isso, enquanto profissional do ensino fiquei, seguramente, mais competente profissionalmente.
Relativamente a este percurso formativo, considero que as questões foram complementadas com as intervenções dos colegas e, por isso, mais enriquecedor o debate.
Os temas favoreceram, igualmente, a partilha de ideias e de experiências. Esta componente foi excelente porque tivemos a perceção que, afinal, temos as mesmas dúvidas e/ou hesitações. Neste domínio, contribui, ativamente, para o seu esclarecimento e considero ter sido um excelente elemento que participou, pertinentemente, solicitando precisões ou contribuindo para aclarar as dúvidas.
Durante os fóruns, considero que fui participativa e reflexiva, realizei com empenho as leituras, tentando destacar as ideias pertinentes, por forma a aprofundar as temáticas, contribuindo para enriquecer os temas, com ideias próprias, com a minha experiência e com as leituras realizadas.
Neste percurso de aprendizagem, desenvolvi processos de aquisição e de atualização do conhecimento profissional, procurei mobilizar e partilhar com o grupo o conhecimento, demonstrei ser uma colega aberta à reflexão, questionando-me, de forma responsável e empenhada. Promovi o trabalho colaborativo, contribui para a dinâmica do grupo, no decorrer dos diferentes fóruns, de forma a valorizar também a minha formação e a minha atividade profissional.
E inegável o valor formativo dos temas da Unidade Curricular e das pesquisas realizadas!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Regulação, Avaliação dos Sistemas Educativos...




Refletir sobre regulação e avaliação dos sistemas educativos não é tarefa fácil!
Esta problemática da reforma e reestruturação do Estado, foi o tema central a partir dos anos 80, o que originou medidas políticas e legislativas que se alargaram também à Educação. Segundo João Barroso a descentralização, a autonomia das escolas, o reforço de procedimentos de avaliação e prestação de contas, a diversificação da oferta de escola e a contratualização da gestão escolar impõe medidas de regulação que alteram os modos de regulação dos poderes políticos no sistema escolar.
                É, hoje, consensual que a regulação e avaliação dos sistemas educativos se torna crucial. Mas esta questão além de se concretizar a nível técnico, trata-se igualmente de uma questão política já que pressupõe uma deliberação coletiva e democrática no que diz respeito, à missão da escola.
                Se refletirmos sobre o termo “regulação” que, por ser um conceito polissémico, encontraremos deferentes aceções. Foquemo-nos na definição do dicionário “a regulação enquanto acto de regular significa o modo como se ajusta a acção, a determinadas finalidades, traduzidas sob forma de regras e normas previamente definidas”. Ora, este conceito é visto como uma função fundamental para a manutenção do equilíbrio de qualquer sistema, permitindo, através dos seus órgãos reguladores, identificar as dificuldades, analisar, tratar a informação e transmitir as medidas aos órgãos executores. Podemos afirmar que a regulação garante o desenvolvimento do sistema.
                Do mesmo modo, a avaliação avalia a eficácia de uma política, através da comparação dos resultados e dos objetivos definidos e os meios disponíveis. Considera-se importante proceder à avaliação enquanto referencial das políticas educativas, apesar das formas de avaliação apresentarem uma grande diversidade. O sistema educativo português é peculiar se tivermos em conta que o nosso sistema ainda é muito centralizado e o nível de autonomia concedida às escolas reduzido.
                Neste âmbito, o Estado detém quase o “monopólio da Educação” embora desempenhe a função do “Estado regulador e avaliador”: define as grandes orientações, os alvos a atingir; concebe um sistema de monotorização e de avaliação para aferir se os resultados foram atingidos. No entanto, relativamente ao orçamento, embora parcialmente, cabe as Instituições levarem em linha de conta as linhas orientadoras para a elaboração do orçamento como indicativas e adequá-las às necessidades da escola, tendo presente os instrumentos de autonomia consagrados na lei.


O pensamento de António Nóvoa - Nova Escola


https://www.youtube.com/watch?v=Klsj4ieQ0m4


Um pensamento de António Nóvoa muito interessante sobre a Escola Nova!

Se é curioso, ouse ver e refletir...

sábado, 6 de janeiro de 2018

Novos Desafios: A Educação do Século XXI - António Nóvoa








     
     (...)". 


Que competências para o século XXI ?



As competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida, estão elencadas no documento – Quadro de Referência Europeu: Comunicação na língua materna; comunicação em línguas estrangeiras; competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia; competência digital; aprender a aprender; competências sociais e cívicas; espírito de iniciativa e espírito empresarial; sensibilidade e expressão culturais, mas a sensação que trespassa é a pouca importância que se tem dado a estas recomendações.
Nesta perspetiva, a EU tem desempenhado um papel determinante no desenvolvimento destas competências, nomeadamente, através dos programas Erasmus +, Grundtvig, Leonado da Vinci e outros. Estes programas visam fomentar aprendizagens de qualidade, promover a mobilidade dos jovens, a fim de que estes sejam uma juventude bem qualificada, apostando em mais qualidade na Educação e na formação.
A educação e os estágios desempenham um papel crucial na implementação desta estratégia e, consequentemente, na integração, na aprendizagem ao longo da vida. Ora, a economia tem por base um conhecimento competitivo e dinâmico e, neste sentido, deve haver um maior investimento na Educação para atingir uma mobilidade mais real porque investir, nesta área, é investir no conhecimento.
Além do referido, aprofundar os conhecimentos sobre a Europa; sensibilizar os alunos para a defesa dos seus direitos e para o respeito dos deveres europeus; incutir nos alunos a consciência de que são cidadãos europeus, torna-os, sem dúvida, mais enriquecidos e mais vigilantes na manutenção dos seus direitos, reconhecendo, igualmente, o trabalho contínuo de cada um/uma na construção permanente e inacabada de UMA Europa.


Competencias claves para la empleabilidad





Um vídeo muito interessante que realça as competências essenciais, direcionadas para o mundo do trabalho ou para a construção de uma cidadania democráticaÉ claro que as proficiências destacadas surgem como um conjunto de habilidades, aptidões, conhecimentos adaptados a um determinado contexto, sendo que as competências essenciais serão aquelas que cada individuo considerar importantes desenvolver para a sua realização pessoal, para o exercício da cidadania ativa, para a inclusão social e para o emprego.
 É inadiável encarar a aprendizagem ao longo da vida como um processo em continuum para que cada indivíduo possa participar ativamente,  com sucesso. na construção do mundo em constante mudança. 
Estas aptidões são cruciais numa sociedade cada vez mais multicultural, onde os jovens têm de demonstrar  espírito crítico, aberto. tolerante e uma formação de qualidade. 



Competencias claves para la empleabilidad


Reflexão sobre "Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho"



O documento “Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho” de 18 de dezembro de 2006 sobre as “competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida”, remete para um sistema educacional obsoleto, desatualizado e ultrapassado. Verifica-se que as recomendações, por vezes, não passam do papel, pois na realidade, na escola continua-se a ensinar como há 10 anos atrás. Constata-se ainda que os sistemas educativos não evoluíram nem se reorganizaram, tendo em conta as recomendações mencionadas.

O documento data de 2006, mas os sistemas educacionais continuam sem grande alteração, o desenvolvimento curricular também não alterou, significativamente e as competências para a aprendizagem, similarmente, não se destacam no meio de tantos conteúdos obrigatórios. Por outro lado, os decisores políticos, os profissionais de educação, tendo conhecimento das competências essenciais - Quadro de Referência Europeu - têm vindo a fazer “tábua rasa” das mesmas.
Ora, considera-se prioritário dotar os nossos jovens das competências essenciais para melhorar os níveis de desempenho escolar e contribuir para o desenvolvimento de uma educação e formação profissional de qualidade, vocacionadas para as necessidades da sociedade do século XXI.

É reconhecido que, perante a globalização, a União Europeia enfrenta grandes desafios e, por isso, os jovens devem evidenciar competências fundamentais, de modo a que estes se adaptem a um mundo em mutação alucinante, mas interligado. Cumpre à educação, na sua dupla função - social e económica, garantir que os cidadãos adquirem essas habilidades, facilitando-lhes a adaptação a essas alterações.