A Educação
do século XXI exige, pois, ponderar aprofundar, conhecer os desafios da
sociedade. Os professores e os alunos terão de desenvolver competências no
âmbito das novas tecnologias para acompanhar o progresso económico e as novas
exigências do século. E, nesse sentido, exige-se um novo perfil do professor e
do aluno.
Falamos,
constantemente, em “desenvolvimento de competências”, sem por isso, aprofundarmos o conceito de "competência".
Proponho, então, uma breve reflexão sobre a noção de “competência”:
Proponho, então, uma breve reflexão sobre a noção de “competência”:
No século XVI, no domínio jurídico, significava “uma aptidão legal para
julgar o processo”. O termo evoluiu para uma definição mais abrangente e passou
a designar “um conjunto de conhecimentos teóricos ou práticos que a pessoa
domina, de requisitos que preenche e são necessários para um dado fim, aptidão
para fazer bem alguma coisa”.
Le Boterf : 1994 afirmou “A competência não é um estado. É um processo. Se a competência é
um saber-agir, como funciona ele? O operador competente é aquele que é capaz de
mobilizar. Pôr em acção de forma eficaz as diferentes funções de um sistema em
que intervêm recursos tão diversos como operações de raciocínio, conhecimentos,
activações de memória, avaliações, capacidades relacionais em esquemas
comportamentais.”
Competências em Educação: P. Perrenoud (2003) Porquê construir
competências a partir da escola? Asa, define “competências” como “Valorizar
saberes vivos, ligados a práticas sociais, que sejam ferramentas para atuar
sobre um mundo não é um sonho neo-liberal. Esta ideia é o fundamento de uma
escola democrática. A abordagem por competências não pretende mais do que
permitir a cada um aprender a utilizar os seus saberes para actuar.
Deixar a noção de competência ao mundo empresarial seria renunciar a vocação
libertadora da educação escolar, e à ideia de que o saber dá poder se soubermos
utilizá-lo.”
Ora, tendo em
conta o referido, poderemos assegurar que os sistemas educativos se deparam com
um novo e enorme o desafio. Estarão os sistemas educativos adaptados a esta nova
geração? Penso que não.
O desafio da
educação é “o de tornar a diversidade num fator positivo de coesão e
compreensão mútua” entre os vários agentes educativos". Esta tarefa parece-me
difícil de cumprir, pela formalidade de alguns sistemas educativos e pela
imposição de um modelo único que não tem em conta a diversidade individual nem
o seu contexto, podendo, por isso, limitar o desenvolvimento pessoal. Em jeito de síntese,
sublinha-se que, hoje, o sistema educativo está dotado ao fracasso, pois este
não contempla o desenvolvimento de competências, essenciais para o século
XXI. Estes estão mais vocacionados para formar/direcionar o ensino aprendizagem
para uma área específica do conhecimento. Penso que o sistema educativo terá de
ser mais flexível, revelar capacidade de mudança e contemplar áreas mais
abrangentes, como a da formação integral e global do aluno. A sociedade exige o
desenvolvimento de habilidades, a alfabetização científica e em TIC, a
literacia financeira, cultural e cívica.
Mudança impõe -se! A
escola deve, por sua vez, cumprir as suas funções: ajudar a trabalhar e a manter
relacionamentos. As práticas pedagógicas terão de ser inovadoras.
Deseja-se um sistema educacional que enfatize a aquisição de habilidades, de competências e de qualidades. A escola concebida como um espaço de experimentações, ligada ao mundo exterior, aberta à inovação. Ademais, uma escola vista e sentida como um lugar de formação e de desenvolvimento e a Educação como sinónimo de movimento que fomenta experiências centradas na ação, vivências e encontros.
O aluno deve, também, desenvolver competências como a criatividade, a responsabilidade, o espírito crítico, a comunicação, a colaboração e qualidades que provoquem a curiosidade, que fomentem o espírito de iniciativa, a persistência, a liderança e a consciência cultural e cívica.
Deseja-se um sistema educacional que enfatize a aquisição de habilidades, de competências e de qualidades. A escola concebida como um espaço de experimentações, ligada ao mundo exterior, aberta à inovação. Ademais, uma escola vista e sentida como um lugar de formação e de desenvolvimento e a Educação como sinónimo de movimento que fomenta experiências centradas na ação, vivências e encontros.
O aluno deve, também, desenvolver competências como a criatividade, a responsabilidade, o espírito crítico, a comunicação, a colaboração e qualidades que provoquem a curiosidade, que fomentem o espírito de iniciativa, a persistência, a liderança e a consciência cultural e cívica.
Por sua vez, os
professores devem ser mentores inovadores, promotores da aprendizagem e a
prática uma pedagogia direcionada para o desenvolvimento de competências. Como
referido, anteriormente, os atuais sistemas educativos são pouco flexíveis,
estáticos e limitativos no que toca o desenvolvimento pessoal de cada
indivíduo. Para vencer este desafio, estes terão de ter a capacidade de se
adaptar à mudança social, “ser proativos e capazes de utilizar todas as
possibilidades concedidas pelas tecnologias de informação e comunicação”.
RAMOS, C. (2007)

