O sistema
educativo atual está obsoleto porque foi desenhado, concebido e estruturado
para uma época diferente, numa cultura intelectual da ilustração e em
circunstancias económicas da Revolução Industrial, século XIX.
Urge uma
mudança de paradigma: desenvolver o pensamento
divergente e a criatividade dos alunos; reconhecer que a maioria das
aprendizagens se fazem em grupo e promover o trabalho colaborativo, fonte de
crescimento.
Refira-se ainda um outro aspeto crucial a ter em conta nas nossas escolas:
sensibilizar a comunidade para questões (inter)culturais, um modelo educativo que
contemple a aprendizagem intercultural, pois constitui um processo
transformativo.
Para a concretização desse objetivo, é inegável o contributo das
novas tenologias da comunicação e informação, fundamentais no atual paradigma
da educação, apresentando um potencial na construção coletiva do conhecimento, na
reconstrução e na partilha de saberes. Para além disso, os recursos digitais cativam
a atenção dos jovens e os professores reconhecem, claramente, que os sentidos
operam, na sua máxima expressão, quando os alunos estão perante uma ação,
quando estão entusiasmados pelo que estão vivenciando, quando se sentem, totalmente,
vivos.
De facto, considera-se que o impacto das tecnologias digitais é
enorme, de fácil acesso, pode ajudar a reconstruir o conhecimento, através das
redes sociais.
Contudo, ao falar da importância das tecnologias com afinco, não se
tenciona esvaziar o sentido da escola, ao contrário, pretendo-se reforçar a
necessidade da sua expansão para redes do conhecimento que se desenvolvem em
espaço virtual, pois a flexibilidade e os dispositivos móveis permitem aos atores
educativos aprender de forma colaborativa, consoante os seus interesses e gerir
a sua aprendizagem.
No entanto, o simples uso
das interfaces digitais não garante avanços ou inovações nas práticas
educativas. É necessário promover práticas pedagógicas ativas e construtivas e
desencadear processos educativos para melhorar a qualidade profissional dos professores.
No ensino, as tecnologias digitais
surgem como uma espécie de “adversário” do professor e apresentam-se como um “opositor
poderoso” nas novas redes do saber, transformando a lógica das estruturas
organizativas do saber.

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