sábado, 6 de janeiro de 2018

Reflexão sobre "Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho"



O documento “Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho” de 18 de dezembro de 2006 sobre as “competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida”, remete para um sistema educacional obsoleto, desatualizado e ultrapassado. Verifica-se que as recomendações, por vezes, não passam do papel, pois na realidade, na escola continua-se a ensinar como há 10 anos atrás. Constata-se ainda que os sistemas educativos não evoluíram nem se reorganizaram, tendo em conta as recomendações mencionadas.

O documento data de 2006, mas os sistemas educacionais continuam sem grande alteração, o desenvolvimento curricular também não alterou, significativamente e as competências para a aprendizagem, similarmente, não se destacam no meio de tantos conteúdos obrigatórios. Por outro lado, os decisores políticos, os profissionais de educação, tendo conhecimento das competências essenciais - Quadro de Referência Europeu - têm vindo a fazer “tábua rasa” das mesmas.
Ora, considera-se prioritário dotar os nossos jovens das competências essenciais para melhorar os níveis de desempenho escolar e contribuir para o desenvolvimento de uma educação e formação profissional de qualidade, vocacionadas para as necessidades da sociedade do século XXI.

É reconhecido que, perante a globalização, a União Europeia enfrenta grandes desafios e, por isso, os jovens devem evidenciar competências fundamentais, de modo a que estes se adaptem a um mundo em mutação alucinante, mas interligado. Cumpre à educação, na sua dupla função - social e económica, garantir que os cidadãos adquirem essas habilidades, facilitando-lhes a adaptação a essas alterações.

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