O documento “Recomendação do Parlamento Europeu e do
Conselho” de 18 de dezembro de 2006 sobre as “competências essenciais para a
aprendizagem ao longo da vida”, remete para um sistema educacional obsoleto, desatualizado
e ultrapassado. Verifica-se que as recomendações, por vezes, não passam do
papel, pois na realidade, na escola continua-se a ensinar como há 10 anos
atrás. Constata-se ainda que os sistemas educativos não evoluíram nem se
reorganizaram, tendo em conta as recomendações mencionadas.
O documento data de 2006, mas os sistemas educacionais
continuam sem grande alteração, o desenvolvimento curricular também não alterou,
significativamente e as competências para a aprendizagem, similarmente, não se destacam
no meio de tantos conteúdos obrigatórios. Por outro lado, os decisores políticos,
os profissionais de educação, tendo conhecimento das competências essenciais -
Quadro de Referência Europeu - têm vindo a fazer “tábua rasa” das mesmas.
Ora, considera-se prioritário dotar os nossos jovens
das competências essenciais para melhorar os níveis de desempenho escolar e
contribuir para o desenvolvimento de uma educação e formação profissional de
qualidade, vocacionadas para as necessidades da sociedade do século XXI.
É reconhecido que, perante a globalização, a União
Europeia enfrenta grandes desafios e, por isso, os jovens devem evidenciar
competências fundamentais, de modo a que estes se adaptem a um mundo em mutação
alucinante, mas interligado. Cumpre à educação, na sua dupla função - social e
económica, garantir que os cidadãos adquirem essas habilidades, facilitando-lhes
a adaptação a essas alterações.
Sem comentários:
Enviar um comentário