sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A Educação no Século XXI


Na segunda metade do século XX, a perceção da escola e do ensino aprendizagem mudou. “O que se aprende, aprende-se fazendo”, através da ação. Pretende-se uma escola ativa, orientada para dar respostas.
No século XXI, o desafio da educação continua a ser o da aprendizagem de todos, uma aprendizagem inclusiva e diferenciada. A ideia de uma escola fechada, uma sala de aula, um professor face a uma turma não terá lugar na educação atual. A pedagogia de trabalhar para todos, da mesma maneira, é uma pedagogia obsoleta. De facto, ainda se fala da escola como espaços pouco motivadores para a aprendizagem. As matérias lecionadas, muitas delas, estáticas e sem movimento, pelo que nada dizem aos discentes. Por sua vez, a aprendizagem muito centrada nos conteúdos e focalizada no trabalho, desenvolvendo algumas capacidades em algumas áreas. 
Urge, pois, reinventar uma outra forma de organização da escola, uma outra forma de trabalhar dos professores e uma outra pedagogia. A imagem da escola fechada ao exterior deixará de existir para dar lugar a uma diversidade de espaços e de tempos, como refere António Nóvoa “A escola vai libertar-se da escola”, isto é, desse constrangimento físico para assumir outras dinâmicas porque temos novos alunos e, por isso os professores terão de aprender a criar diversidades no espaço, pôr em prática uma pedagogia diferenciada que atenda a diferentes realidades.
Mas, por outro lado, é inegável que a educação em Portugal tem vindo a melhorar do ponto de vista metodológico, pedagógico e na qualidade dos professores. Assistimos hoje a uma mudança significativa porque há uma nítida perceção da revolução digital que está em curso e que vai revolucionar, transformar o panorama das nossas escolas. O panorama digital vai acelerar esta realidade no modo como comunicam, como pensam como se relacionam com o conhecimento.
Mas serão os sistemas educativos suficientemente flexíveis para dar resposta a estas realidades?
Face ao novo panorama, é urgente repensar a conceção do Sistema Educativo, e caso não se concretize essa flexibilidade, não será o estudante que fracassa, mas o sistema. De facto, os sistemas educativos têm de dar resposta a diferentes solicitações, uma delas respeitar a diversidade dos indivíduos. Ora, a educação deve oferecer os meios e as ferramentas para que cada indivíduo possa definir o seu percurso e participar na evolução da sociedade. Nesta perspetiva, os sistemas educativos terão de se adaptar aos novos desafios do século XXI.
O desafio da educação é “o de tornar a diversidade num fator positivo de coesão e compreensão mútua” entre os vários agentes educativos. Esta tarefa parece-me difícil de cumprir, pela formalidade de alguns sistemas educativos e pela imposição de um modelo único que não tem em conta a diversidade individual nem o contexto, podendo limitar o desenvolvimento pessoal.
O sistema educativo terá de ser mais flexível, revelar capacidade de mudança e contemplar áreas mais abrangentes como a da formação integral e global do aluno.
Por sua vez, os professores devem ser mentores inovadores, promotores da aprendizagem e a prática de uma pedagogia direcionada para o desenvolvimento de competências. Como referido, os atuais sistemas educativos são pouco flexíveis, estáticos e limitativos no que toca o desenvolvimento pessoal de cada indivíduo. Para vencer este desafio, estes terão de ter a capacidade de se adaptar à mudança social, “ser proativos e capazes de utilizar todas as possibilidades concedidas pelas tecnologias de informação e comunicação”. RAMOS, C. (2007)

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