As tecnologias de informação são fundamentais para a transmissão dos conteúdos, para o trabalho com os alunos e, nesse sentido, deverá atribuir-se uma maior
importância às tecnologias digitais
nas práticas pedagógicas. Trata-se de uma exigência do mundo moderno, pois a
sociedade atual “impõe” que a educação prepare o aluno para enfrentar e
ultrapassar as situações pessoais e profissionais com que se depara.
A
escola, como já referido pelos colegas, tem de ser reinventada
para que possa sobreviver e, nesse âmbito, o professor deve
evidenciar/desenvolver saberes nesse domínio e utilizar as tecnologias digitais
na sua prática pedagógica. Considero
fundamental que os docentes concebam um referencial didático-pedagógico
inovador porque as ferramentas digitais permitem à didática objetos e instrumentos
capazes de renovar as situações de interação, expressão, criação, comunicação e
colaboração, tornando a aula mais dinâmica, mais interessante e mais interativa
para o aluno.
Relativamente
às pedagogias: emancipatórias, de socialização de colaboração, de projetos,
considero que não poderemos privilegiar uma pedagogia em detrimento de outras.
Na minha perspetiva, todas se complementam, todas agem em conjunto e todas
devem ser desenvolvidas, dependendo dos objetivos, dos conteúdos, das
estratégias, dos contextos e dos alunos envolvidos.
Neste
sentido, apraz-me uma pequena reflexão:
A minha apreciação vai ao encontro das
ideias defendidas por FREIRE, P., quando
afirma “Apresenta-se então um grande
desafio, o de integrar tecnologia e criatividade, dois fatores que determinam
em nosso tempo, o desenvolvimento adequado da educação”. Refere-se, ainda, que
uma pedagogia emancipatória, impõe uma educação para a autonomia, uma formação
consciente, durante toda a vida dos indivíduos, com professores reflexivos e fomentadores
da capacidade crítica dos estudantes. Também
o discente deve ser participante ativo no processo de criar, planificar,
executar, avaliar o seu conhecimento de forma investigativa.
Consequentemente, uma Educação de
qualidade, promotora da cidadania, deve considerar o estudante como sujeito comprometido
com o seu processo ensino/aprendizagem, sendo que cabe à escola pública criar condições para que
os conhecimentos favoreçam uma formação de qualidade, na perspetiva
emancipatória dos sujeitos, capaz de promover a transformação da prática
social.
As pedagogias de projeto tornam-se,
igualmente, um desafio para os professores, pois possibilitam socializar
experiências, enriquecer as práticas pedagógicas e encorajar a um fazer
diferente. Em suma, pretende -se transformar mentes, por meio da educação,
investir, desenvolver competências nos estudantes para pensar, sentir e agir de
modo coerente, comprometidos com a sua formação.
Reconheço
que a ideia de um ensino crítico, criativo e comprometido com a mudança social
tem vindo a crescer nos nossos contextos educativos. Porém, a criatividade (esta ideia de ensino) esbarra ainda com
obstáculos, privilegiando-se, por isso a cognição.
Sabemos
também que as transformações necessárias na sociedade não
ocorrerão somente por meio da educação, mas, sem dúvida, a escola tem um papel
fundamental pela sua função social.
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