quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Que pegagogias para o século XXI ?


As tecnologias de informação são fundamentais para a transmissão dos conteúdos, para o trabalho com os alunos e, nesse sentido, deverá atribuir-se uma maior importância às tecnologias digitais nas práticas pedagógicas. Trata-se de uma exigência do mundo moderno, pois a sociedade atual “impõe” que a educação prepare o aluno para enfrentar e ultrapassar as situações pessoais e profissionais com que se depara.

A escola, como já referido pelos colegas, tem de ser reinventada para que possa sobreviver e, nesse âmbito, o professor deve evidenciar/desenvolver saberes nesse domínio e utilizar as tecnologias digitais na sua prática pedagógica. Considero fundamental que os docentes concebam um referencial didático-pedagógico inovador porque as ferramentas digitais permitem à didática objetos e instrumentos capazes de renovar as situações de interação, expressão, criação, comunicação e colaboração, tornando a aula mais dinâmica, mais interessante e mais interativa para o aluno.

Relativamente às pedagogias: emancipatórias, de socialização de colaboração, de projetos, considero que não poderemos privilegiar uma pedagogia em detrimento de outras. Na minha perspetiva, todas se complementam, todas agem em conjunto e todas devem ser desenvolvidas, dependendo dos objetivos, dos conteúdos, das estratégias, dos contextos e dos alunos envolvidos.

Neste sentido, apraz-me uma pequena reflexão:

A minha apreciação vai ao encontro das ideias defendidas por FREIRE, P., quando afirma “Apresenta-se então um grande desafio, o de integrar tecnologia e criatividade, dois fatores que determinam em nosso tempo, o desenvolvimento adequado da educação”. Refere-se, ainda, que uma pedagogia emancipatória, impõe uma educação para a autonomia, uma formação consciente, durante toda a vida dos indivíduos, com professores reflexivos e fomentadores da capacidade crítica dos estudantes.  Também o discente deve ser participante ativo no processo de criar, planificar, executar, avaliar o seu conhecimento de forma investigativa.

Consequentemente, uma Educação de qualidade, promotora da cidadania, deve considerar o estudante como sujeito comprometido com o seu processo ensino/aprendizagem, sendo que  cabe à escola pública criar condições para que os conhecimentos favoreçam uma formação de qualidade, na perspetiva emancipatória dos sujeitos, capaz de promover a transformação da prática social.  

As pedagogias de projeto tornam-se, igualmente, um desafio para os professores, pois possibilitam socializar experiências, enriquecer as práticas pedagógicas e encorajar a um fazer diferente. Em suma, pretende -se transformar mentes, por meio da educação, investir, desenvolver competências nos estudantes para pensar, sentir e agir de modo coerente, comprometidos com a sua formação.

Reconheço que a ideia de um ensino crítico, criativo e comprometido com a mudança social tem vindo a crescer nos nossos contextos educativos. Porém, a criatividade (esta ideia de ensino) esbarra ainda com obstáculos, privilegiando-se, por isso a cognição.

Sabemos também que as transformações necessárias na sociedade não ocorrerão somente por meio da educação, mas, sem dúvida, a escola tem um papel fundamental pela sua função social.

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